PROJETO FAROL RS

Vetores de Reconstrução: Saúde Mental e Trajetórias de Recuperação após um Trauma Coletivo

Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA • CAAE 80017124.7.0000.5327

Ponto de Corte de Rastreamento (PCL-5)

Selecione o ponto de corte de rastreio para ver a variação da frequência de TEPT provável (rastreio pelo PCL-5, não diagnóstico) nesta coorte.

TEPT Provável (PCL-5)
- %
Escore PCL-5 ≥ 38 no acompanhamento mais recente (24 Meses).
Triagem Positiva (Depressão)
- %
Escore PHQ-9 ≥ 10 — rastreio de sintomas depressivos, não diagnóstico; nesta coorte.
Triagem Positiva (Ansiedade)
- %
Escore GAD-7 ≥ 10 — rastreio de sintomas de ansiedade, não diagnóstico; nesta coorte.
Sintomas de Burnout
- %
Escore CBI-6 ≥ 50 — rastreio de sintomas clinicamente significativos, não diagnóstico; nesta coorte.

Trajetória dos Sintomas (2024 - 2026)

Comparação da frequência de rastreio positivo de sintomas psicológicos ao longo das fases do estudo (de T1/Tempo Real a 24 Meses), nesta coorte.

💡 Observação Phenomenológica

Os dados sugerem que, após o pico inicial dos sintomas transversais, há uma estabilização em patamar persistente. Entre 27.7% [PI: conferir] (corte conservador de 38) e 37.6% (corte de triagem de 31) da coorte permaneciam com rastreio positivo para TEPT provável (PCL-5) cerca de 2 anos após o desastre climático — rastreio, não diagnóstico; nesta coorte; resultados preliminares.

Evitação e a Manutenção dos Sintomas

Como o mecanismo de defesa de esquiva prolonga o sofrimento pós-traumático.

Correlação r = 0.701

Existe uma associação linear e forte entre os escores de Evitação (esforçar-se para evitar pensamentos, locais e conversas) e os demais sintomas de trauma (revivência, hiperativação e alterações cognitivas).

Nesta coorte, pessoas com evitação máxima (escore 4) apresentaram, em média, escores de outros sintomas de trauma cerca de 4 vezes maiores do que aquelas com evitação mínima — associação transversal, não relação de causa e efeito.

O Escudo do Apoio Social

Frequência de rastreio positivo para TEPT provável entre quem percebeu e quem não percebeu rede de apoio efetiva para lidar com o desastre, nesta coorte.

🛡️ Impacto da Rede de Apoio

Ter uma rede de apoio ativa e efetiva esteve associado a menor frequência de TEPT provável nesta coorte, de forma consistente entre os pontos de corte de rastreio (diferença de aproximadamente 15 pontos percentuais). No ponto de corte conservador de 38, a frequência foi de 42.6% [PI: conferir] entre quem não percebeu apoio efetivo versus 27.6% entre quem percebeu — associação, não causa; amostra de conveniência; dados preliminares.

Perfil de Exposição Física por Nível de Gravidade de Trauma

Distribuição de fatores de risco objetivos entre indivíduos de gravidade Leve (PCL-5 < 31), Moderada (31-37) e Grave (PCL-5 ≥ 38).

📈 Gradiente de exposição por gravidade

Nesta coorte, fatores de exposição material foram mais frequentes entre quem apresentou maior gravidade de sintomas. Por exemplo, a perda total de moradia e bens esteve presente em 7.7% do grupo de gravidade grave versus 1.4% do grupo de baixa gravidade (proporção cerca de 5x maior nesta comparação); o contato com a água da enchente em 28.9% versus 9.9% (cerca de 3x). São associações transversais nesta coorte (amostra de conveniência, dados preliminares), não relação de causa e efeito.

O Farol da Comunidade

"Clinicamente, vemos que o cluster de evitação mantém os sintomas de trauma ativos ao bloquear a integração da experiência. Por outro lado, as relações interpessoais, a solidariedade e a percepção de apoio e segurança — a sensação de pertencer à 'tribo' e poder contar com o outro — são os verdadeiros pilares protetores. A força da nossa comunidade é o farol que aponta a trajetória de reconstrução e resiliência pós-desastre."
Dra. Simone Hauck
Professora Associada de Psiquiatria • UFRGS